Gravidez de 12 meses


Ácido fólico e malformações congênitas em pauta

Um em cada 33 partos traz bebês com malformações congênitas nos Estados Unidos, segundo estudo do CDC. A recomendação do CDC é para que cada mulher, em idade de engravidar, receba 400 microgramas de ácido fólico por dia (que é a vitamina B-9, fundamental para a divisão das células vermelhas do sangue, e para regular o desenvolvimento de células nervosas no feto) para diminuir o risco de defeitos do sistema nervoso (tubo neural) do bebê, que é a mais comum malformação congênita neurológica.

Essa orientação já foi feita pela OMS (Diretriz: Suplementação diária de ferro e ácido fólico em gestantes. Genebra: Organização Mundial da Saúde; 2013) e pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), no Brasil, desde dezembro de 2013.

Essa meta pode ser atingida através do consumo de uma dieta fortificada em ácido fólico ou por suplementação vitamínica (ou pelos 2) e por uma alimentação naturalmente rica em ácido fólico (carnes, vísceras, cereais integrais, leguminosas, folhas verde-escuras, castanhas). Vale lembrar que a influência do ácido fólico na formação do tubo neural do bebê acontece entre os 15-30 dias de gestação. Para que essa condição e proteção sejam atingidas, é necessário que a futura mamãe inicie o consumo dessa vitamina no mínimo um mês antes de engravidar, até o 3º mês de gravidez.



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 12h36
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Estresse na gravidez aumenta risco de natimorto

Mulheres que enfrentaram tensões financeiras, pessoais, emocionais ou outros problemas significativos, no ano anterior, ao parto podem ter um risco maior de morte fetal, de acordo com um novo estudo, publicado no American Journal of Epidemiology.

Dados recentes estimam que há um natimorto para cada 167 nascimentos nos Estados Unidos. Embora os médicos e pesquisadores já tenham conseguido identificar um aumento do risco de natimortos nas mulheres - incluindo o tabagismo durante a gravidez, hipertensão arterial grave e problemas placentários - muito ainda é desconhecido quanto às causas do problema, que tecnicamente é definido como a morte de um feto com 20 semanas ou mais.

No novo estudo, os pesquisadores entrevistaram 2.000 mulheres, em 59 hospitais dos Estados Unidos, imediatamente depois que elas deram à luz a um bebê saudável ou a um natimorto. 83% das mulheres que tiveram um natimorto disseram ter experimentado um evento de vida estressante, no ano anterior.

O estudo também descobriu que quanto mais estressante o evento de vida que uma mulher experimentou, maior seu risco de morte fetal. Mulheres que enfrentaram cinco ou mais eventos estressantes na vida apresentavam 2,5 vezes mais propensão a ter um natimorto, em comparação com as mulheres que não relataram eventos estressantes no ano anterior.

Os pesquisadores também foram em busca de definir os elementos estressores, perguntado sobre perda de emprego, falta de moradia, morte ou doença de um amigo ou de um membro da família, separação, divórcio ou discussão recorrente com parceiro. Certos fatores de estresse estão mais estreitamente relacionados ao risco de morte fetal do que outros: mulheres que tinham sofrido violência física de seus parceiros ou tinham ouvido de seus parceiros que eles não queriam o bebê tinham o maior risco de morte fetal, assim como as mulheres que haviam estado na prisão no ano anterior (bem como seus parceiros).



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 12h31
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O que acontece quando três homens decidem descobrir como a gravidez realmente é?

Colocar-se no lugar do outro, sentir a gravidez, oferecer suporte à gestante... Este trio certamente está levando isso a sério!

Jason Bramley, Steve Hanson e Jonny Biggins estão vestindo barrigas falsas de grávidas de nove meses (que pesam de verdade) e estão vivendo como elas, documentando o projeto, apropriadamente intitulado "Três Pais Grávidos”, para o mundo ver.

Os pais, todos na faixa dos 40 e poucos anos, deixaram seus empregos no mercado publicitário para iniciar seu próprio negócio, o  The Book Of Everyone, uma empresa no Reino Unido que personaliza livros para aniversários e outras datas comemorativas.

A ideia para este projeto - que visa documentar os "altos e baixos de três pais e como eles assumem o peso de ser uma mãe grávida de nove meses, durante um mês" - surgiu durante uma sessão de brainstorming para uma mãe interessada em um dos livros da empresa.

Quer saber mais? Confira o vídeo abaixo:

https://vimeo.com/120467274



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 12h49
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Muito peso, pouco peso durante a gestação...

Mulheres que ganham mais ou menos peso do que o recomendado, durante a gravidez, podem ser mais propensas a darem à luz a uma criança com excesso de peso, defende um novo estudo, publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology. Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram os registros médicos de 4.145 mulheres e os registros médicos de seus filhos, entre as idades de 2-5 anos. 

Eles descobriram que, entre as mulheres que tinham um índice de massa corporal normal (IMC), antes da gravidez, aquelas que ganharam menos peso do que a indicação médica apresentaram 63% mais chances de ter um filho com sobrepeso ou obeso em comparação com aquelas que ganharam o peso recomendado. 

Da mesma forma, as mulheres com um IMC normal, antes da gravidez, que ganharam mais peso do que o recomendado apresentaram 80% mais chances de ter uma criança com sobrepeso ou obesa. 

Ganhar, muito pouco ou muito peso, durante a gravidez, pode afetar permanentemente os mecanismos que controlam o balanço energético e o metabolismo dos filhos, como o controle do apetite e o gasto de energia. Isso poderia ter efeitos, a longo prazo,  sobre o crescimento e, subsequentemente, sobre o  peso criança. 

O ganho de peso durante a gestação varia de acordo com o IMC da mulher antes de engravidar. A recomendação dos especialistas é que as mulheres calculem o ganho de peso ideal com base no IMC de antes da gravidez. Quanto mais acima do peso a mulher estiver antes de engravidar, menos ela deve engordar na gestação. Veja a seguir: 

 

  • IMC inicial de menos de 18,5: ganho de peso ideal: 13 kg a 18 kg;
  • IMC inicial de 18,5 a 25: ganho de peso ideal: 11,5 kg a 16 kg;
  • IMC inicial de 25 a 30; ganho de peso ideal: de 7 kg a 11,5 kg;
  • IMC inicial acima de 30: ganho de peso ideal: de 5 kg a 9 kg.


Escrito por Dra. Cris Carneiro às 10h49
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Grávidas devem tomar vacina tríplice bacteriana

As gestantes já estão recebendo uma vacina a mais na rede pública de saúde no Estado de São Paulo. A vacina tríplice bacteriana serve para imunizar as mães contra a difteria e o tétano, e tanto a mãe quanto o bebê, nos primeiros dois meses de vida, contra a coqueluche. 

A vacinação "2 em 1" é para grávidas entre a 27ª e a 36ª semana de gestação. A inclusão da coqueluche no esquema de vacinação de gestantes tem o objetivo de imunizá-las para diminuir a transmissão da doença para o bebê, e oferecer proteção indireta nos primeiros meses de vida, quando a criança ainda não teve a oportunidade de completar o esquema de três doses da vacina recomendado pela rede pública de saúde.

No calendário do SUS, a vacina contra a coqueluche já é oferecida para as crianças de até seis anos de idade. A primeira dose deve ser recebida aos dois, a segunda aos quatro e a terceira aos seis meses de idade.

A nova vacina é produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, que já produzia a vacina contra difteria e tétano. A imunização oferecida pela nova vacina acelular é fundamental para proteger, além das gestantes, os bebês que já nascerão com os anticorpos necessários à prevenção da difteria, do tétano e agora também da coqueluche. 

Com isso, a ideia é diminuir tanto o número de casos quanto o número de mortes de recém-nascidos, causadas por essas doenças.



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 13h34
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Posso tomar vacinas durante a gestação? – parte 01

Geralmente, as vacinas que contêm vírus inativados  podem ser administradas durante a gravidez, já as vacinas que contêm vírus vivos atenuados não são recomendadas para as mulheres grávidas.

Se você está planejando uma gravidez, o ideal é conversar com seu obstetra a respeito de qualquer vacina que possa ser necessária, pelo menos um mês antes da concepção.

A única vacina de rotina  recomendada durante a gravidez é a vacina contra influenza (gripe), feita de um vírus inativado, por isso é segura para a gestante e o bebê. É recomendável evitar  a vacina contra influenza sob a forma de spray nasal, que é feita a partir de um vírus vivo.

Além da vacina contra gripe, seu obstetra pode recomendar uma dose de reforço contra tétano e difteria, se você não se vacina há mais de dez anos ou se você sofrer um corte profundo durante a gravidez.

A vacina de reforço da difteria é normalmente dada no segundo ou no terceiro trimestre da gestação, mas pode ser dada a qualquer momento se necessário  ou se houver suspeita de possível situação de risco.  

A vacinação anti-tetânica também pode ser realizada recorrendo a uma vacina trivalente contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa (DTPa) ou coqueluche (atualmente é recomendada durante a gestação, pois os casos de coqueluche estão aumentando em recém-nascidos e crianças até 6 meses antes de completarem a sua vacinação – vide abaixo). Embora esta vacina  geralmente não seja ministrada durante a gravidez, seu obstetra provavelmente vai recomendar que você a tome, logo que o bebê nascer, caso você já não a tenha recebido antes da gravidez.

Além destas vacinas, se você viajar para o exterior, durante a gestação,  seu obstetra pode recomendar outras vacinas durante a gravidez,  como contra hepatite A, hepatite B, meningite ou  ainda vacinas pneumocócicas.

Algumas vacinas são geralmente evitadas durante a gravidez, tais como:


01) Catapora (varicela);
02) Papilomavírus humano (HPV);
03) Sarampo;
04) Caxumba;
05) Rubéola.



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 16h54
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Pré-natal: é importante, é necessário!

Garantir que a gestante e o nenê mantenham-se saudáveis durante os nove meses é a principal missão do pré-natal, mas o período também possui outros atributos. 

Além de fazer o acompanhamento do desenvolvimento do bebê e diagnosticar intercorrências clínicas e/ou obstétricas, os nove meses de gestação tem também a função de preparar o casal para o parto, assim como para a amamentação.

A gestação é um período marcado por transformações físicas e emocionais, por isto, tanto a gestante quanto o seu companheiro têm muitas dúvidas durante este período que antecede o nascimento. 

Todo casal que espera um bebê deve ter respostas às suas indagações. Quanto mais seguros sobre todo o processo que está por vir, melhor e mais tranquilo será o parto. Todas as vantagens e desvantagens de cada escolha devem ser esclarecidas.

Hoje, recomendamos que o pré-natal comece antes mesmo da concepção, preferencialmente, três meses antes. Pois, assim, a mulher poderá realizar uma consulta médica completa, bem como todos os exames prévios à gestação. Se houver qualquer alteração, tanto clínica como laboratorial, ela mulher poderá, em tempo hábil, realizar o tratamento mais apropriado. 



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 14h33
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A primeira consulta do pré-natal

Para o obstetra, a primeira consulta do pré-natal é a mais importante. Afinal, é nessa consulta que se estabelecerá uma relação mútua de confiança entre a grávida e seu médico. 

Geralmente, a primeira é a consulta mais demorada, pois será questionada toda história clínica da gestante, bem como todos os antecedentes pessoais e familiares, hábitos, vícios, cirurgias prévias e uso de medicamentos.


Além disso, é nesta primeira consulta que serão solicitados vários exames como hemograma, glicemia de jejum, tipagem sanguínea + fator RH, sorologias para toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, sífilis, AIDS, hepatite B e C, urocultura + antibiograma, exame de fezes, prevenção do câncer do colo uterino (Papanicolau) e ultrassonografia obstétrica.
 

Muitos destes exames serão repetidos no decorrer do pré-natal, assim como a ultrassonografia, que será realizada conforme a idade gestacional. 



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 10h45
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Qual a importância do pré-natal? – parte 01

A importância do pré-natal baseia-se na premissa que tudo o que a futura mamãe faz, ou deixa de fazer, durante os nove meses de gestação, tem um grande impacto na saúde do bebê. É por essa razão que é tão importante seguir à risca as recomendações médicas e fazer todos os exames recomendados pelo obstetra nos meses que antecedem o nascimento do bebê.

O pré-natal é o acompanhamento médico dedicado à gestante e ao bebê que tem como objetivo a prevenção, a orientação, o esclarecimento e o diagnóstico de qualquer alteração da saúde da gestante e/ou do bebê. 

É durante o pré-natal que todas as dúvidas do casal serão esclarecidas, o que é muito importante, já que é possível descaracterizar alguns mitos que são muito frequentes neste período.

Em média, uma gravidez dura quarenta semanas, por essa razão além da qualidade das consultas, a frequência é fundamental. Durante o pré-natal, as consultas são mensais até a 32ª/33ª semana, quinzenais, até a 37ª semana e, a partir daí, semanais até a 40ª semana. Após esse período, a gestante deve ser acompanhada pelo obstetra a cada dois ou três dias.



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 10h36
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Ácido fólico? Você precisa saber mais sobre essa vitamina antes de engravidar!

Quando uma mulher decide engravidar, certamente ela procurará um obstetra com o intuito de preparar seu corpo. Entre as diversas recomendações dos médicos, há sempre a indicação de uma dieta rica em ácido fólico, mesmo antes da concepção.

Recentemente publicada no American Journal of Clinical Nutrition, uma pesquisa realizada com 837 mães de filhos autistas - entre dois e cinco anos - apontou que aquelas que consumiram cerca de 600 microgramas diárias da substância durante a gestação tiveram mais chances de proteger os filhos contra o autismo.

Presente em vegetais de folhas verde-escuras, tomate, aspargo, brócolis, além do fígado bovino, frutas cítricas e gema de ovo, o ácido fólico é uma vitamina do complexo B. Entre os benefícios para o bebê, a ingestão dessa vitamina previne o fechamento precoce do tubo neural - que se desenvolve no primeiro mês de gestação e servirá para a formação do cérebro e da medula espinhal do feto -, evitando doenças como anencefalia e espinha bífida.

Além disso, a ingestão da vitamina também contribui para a redução do risco de mal de Alzheimer, evita doenças cardíacas e derrames, controla a hipertensão e colabora no tratamento de anemias. Prescrita para gestantes, normalmente, em forma de suplemento. Acredita-se que uma dieta enriquecida pelo nutriente também deve ser iniciada três meses antes da mãe engravidar e deve continuar até a 12ª semana de gestação. Consulte seu médico e saiba mais sobre isso!



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 11h51
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Está pensando em engravidar? Pesquise o histórico de saúde da sua família!

Se você pretende engravidar em 2015, este é o momento de pesquisar um pouco o histórico de saúde da sua família, procurando saber se existe alguma doença hereditária, ou seja, algum problema genético ou cromossômico, tais como síndrome de Down, anemia falciforme, talassemia, fibrose cística, doença de Tay-Sachs, hemofilia e outros. 

Caso você descubra algum dos problemas mencionados, o seu ginecologista/obstetra poderá aconselhá-la sobre exames de mapeamento genético para avaliar os riscos.

 

 



Escrito por Dra. Cris Carneiro às 15h27
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